quinta-feira, 15 de junho de 2023

O relógio magico


Sofia adorava visitar a sua avó Miná. Ela sempre tinha histórias incríveis para contar sobre a sua vida. Sofia ficava fascinada com as aventuras que a avó tinha vivido em diferentes épocas e lugares. Ela queria saber mais sobre como era o mundo antes dela nascer.

Um dia, Sofia foi passar o fim de semana na casa da avó. Ela estava ansiosa para ouvir mais histórias, mas a avó estava muito ocupada com uns trabalhos da faculdade. Sim, a avó Miná era uma estudante universitaria! Ela nunca parava de aprender coisas novas.

Sofia ficou um pouco decepcionada, mas resolveu não incomodar a avó. Ela decidiu explorar a casa da avó, que era cheia de objetos antigos e curiosos. Ela entrou no sótão, que era um lugar escuro e empoeirado, onde a avó guardava as suas lembranças.

Sofia começou a mexer nas caixas e nas malas que estavam espalhadas pelo sótão. Ela encontrou fotos, cartas, roupas, brinquedos e até um disco de vinil. Ela se sentiu como uma detetive, procurando pistas sobre o passado da avó.

Foi então que ela viu um relógio antigo e misterioso em cima de uma cômoda. Era um relógio de bolso,  Sofia ficou curiosa e decidiu mexer no relógio, sem saber que ele era mágico e que podia levá-la para diferentes épocas da vida da avó.

Sofia abriu a tampa do relógio e viu os ponteiros girando sem parar. Ela achou estranho e tentou ajustar a hora. Foi quando ela ouviu um barulho estranho e sentiu uma tontura. Ela se assustou e soltou o relógio no chão.

Quando ela abriu os olhos, ela viu que tudo ao seu redor tinha mudado. O sótão estava limpo e iluminado, com móveis novos e coloridos. Sofia reconheceu que tinha viajado no tempo e que estava na infância da avó. Ela ficou apavorada e perdida, e desejou voltar para o presente.

Ela pegou o relógio do chão e tentou girar os ponteiros de novo, mas não funcionou. Ela entrou em pânico e chorou.

Sofia ouve uma voz familiar e vê uma menina se aproximando. É a avó Miná, mas com 5 anos de idade. Miná se apresenta e pergunta o que Sofia está fazendo ali. Sofia reconhece a avó e se acalma um pouco. Ela explica que veio do futuro com um relógio mágico e que precisa voltar. Miná fica intrigada e diz que sabe quem é o dono do relógio: é o seu avô Antônio. Ela se oferece para ajudar Sofia a usar o relógio e a voltar para casa.

Sofia aceita a ajuda de Miná e decide tentar usar o relógio de novo. Elas saem do sotão e vão para o quintal. Sofia fica maravilhada com o cenário da época da avó, que é muito diferente do seu. Ela vê pessoas, animais, carros e prédios antigos. As brincadeiras e os brinquedos das crianças em eram diferentes também ,as crianças estavam brincando ao ar livre, de pular corda, jogando bola, soltando pipa, brincando de esconde-esconde,ou com seus  brinquedos como carrinhos de madeira, bonecas de pano, piões e petecas .

A alimentação das crianças também era diferente pois a mídia  estimulava o consumo de produtos como refrigerantes, balas, chocolates, biscoitos e salgadinhos. Esses alimentos eram vistos como símbolos de modernidade e as crianças consumiam sem saber que fazia mal para a saúde.

Sofia  percebe que Miná  é alegre, corajosa e cheia de energia e começa a se interessar pela vida da avó e a se divertir com ela.

Sofia não quer se despedir de Miná tão cedo. Ela sente que ainda tem muito para aprender e compartilhar com a sua avó. Ela decide ficar mais um pouco com ela e aproveitar o tempo que lhes resta. Ela pergunta se Miná quer brincar com ela de alguma coisa. Miná sorri e diz que sim. Ela sugere que elas brinquem de pular corda, uma das suas brincadeiras favoritas. Sofia aceita e diz que também gosta de pular corda. Elas pegam uma corda velha que estava no quintal e começam a brincar. Elas cantam cantigas, fazem desafios e dão risadas, enquanto se divertem no balnço do quintal. Elas se sentem felizes e amigas.

Sofia e Miná enfrentam vários desafios ao usar o relógio mágico. Elas viajam para diferentes épocas da vida da avó, como a adolescência, a juventude e a maturidade . Elas conhecem pessoas e acontecimentos importantes da história da avó e do mundo. Elas vivem aventuras e problemas em cada época. Elas aprendem coisas novas e compartilham experiências.

Sofia e Miná viajaram para a década de 60, quando a avó era uma criança curiosa e travessa, elas caminham até o jardim da infância , que fica perto da casa da avó. Sofia fica impressionada com a diferença entre a escola de sua avó e a sua. Ela vê que os alunos usam uniformes e que as salas são simples  Sofia vê que o jardim é cheio de flores, árvores e balanços. Ela se encanta com a beleza do lugar e se junta às outras crianças. Ela brinca de pega-pega, esconde-esconde e amarelinha. Ela se sente feliz e livre. Ela percebe que sua avó também era uma criança alegre e sonhadora.

Sofia conhece a professora do jardim de infância da avó, Dona Lilian ,ela era uma mulher alegre e divertida, que brincava com as crianças e as ensinava a cantar e a desenhar. Ela gostava de todas as crianças e as tratava com respeito e afeto. Ela era uma boa professora. Sofia se diverte com a professora e pensa que ela deve ter influenciado a avó a se tornar uma pessoa feliz e criativa. Continuaram viajando e chegaram em um dia de escola na casa da avó, onde havia muita lição, brincadeira e bagunça. Sofia ficou fascinada com as roupas simples, os sapatos baixos e os laços no cabelo que as meninas usavam. Ela também gostou das músicas suaves que tocavam no rádio, como samba-canção, bolero e jazz. Ela quis brincar com as colegas da avó, mas Miná a segurou pelo braço e disse que elas tinham que ser discretas e não se meter em encrenca. Miná disse que elas tinham que encontrar o relógio mágico, que estava escondido em algum lugar da casa. Sofia e Miná começaram a procurar o relógio mágico pelos cômodos da casa. Elas passaram pelo quarto da avó, onde viram a avó fazendo a lição de casa com uma caneta-tinteiro e um caderno de capa dura. Era a avó Miná, que na época era uma aluna dedicada e inteligente.

 

Sofia ficou impressionada com a caligrafia e o capricho da avó. Ela quis elogiar o seu trabalho, mas Miná a impediu e disse que elas não podiam distrair a avó. Miná disse que elas tinham que continuar procurando o relógio mágico. Sofia e Miná seguiram para a sala de jantar, onde viram o pai da avó servindo um almoço delicioso de arroz, feijão, bife e salada. Era o bisavô de Sofia, que na época era um cozinheiro talentoso e generoso. Sofia ficou com fome ao sentir o cheiro da comida. Ela quis se sentar à mesa e se servir, mas Miná a segurou pela mão e disse que elas tinham que ser educadas e não comer sem ser convidadas. Miná disse que elas tinham que continuar procurando o relógio mágico.

Sofia e Miná viajaram também para o ultimo ano da década de 70, quando a avó era uma jovem  sonhadora. Elas chegaram em um dia de festa na casa da avó, onde havia muita música, dança e diversão. Sofia ficou encantada com as roupas coloridas, os penteados volumosos que as pessoas usavam. Ela também gostou das músicas animadas que tocavam no rádio, como rock, MPB e bossa nova. Ela quis dançar com os convidados, mas Miná a segurou pelo braço e disse que elas tinham que ser discretas para não chamar atenção. Miná disse que elas tinham que encontrar o relógio mágico, que estava escondido em algum lugar da casa. Sofia e Miná começaram a procurar o relógio mágico pelos cômodos da casa. Elas passaram pela sala de estar, onde viram a avó conversando com um rapaz bonito e simpático. Era o avô de Sofia, que na época era namorado da avó. Sofia ficou emocionada ao ver os seus avós jovens e apaixonados. Ela quis se aproximar deles e se apresentar, mas Miná a impediu e disse que elas não podiam interferir no passado. Miná disse que elas tinham que continuar procurando o relógio mágico. Sofia e Miná seguiram para a cozinha, onde viram a mãe da avó a preparando um bolo delicioso de fubá. Era a bisavó de Sofia, a vovó Catharina que na época era uma dona de casa dedicada e carinhosa. Sofia ficou com água na boca ao sentir o cheiro do bolo. Ela quis experimentar um pedaço, mas Miná a segurou pela mão e disse que elas tinham que ser educadas e não mexer nas coisas dos outros. Miná disse que elas tinham que continuar procurando o relógio mágico.

Sofia e Miná encontraram o relógio mágico embaixo da cama da avó. Era um relógio de bolso, com uma corrente de prata e um mostrador de números romanos. Sofia pegou o relógio e viu que ele tinha um botão na lateral. Ela apertou o botão e sentiu uma vibração. De repente, elas foram envolvidas por uma luz brilhante e desapareceram do quarto. Quando a luz se dissipou, elas se viram em outro lugar e em outra época. Elas tinham viajado para a década de 80, quando a avó era uma adolescente rebelde e apaixonada por música.

Sofia e Miná ficaram assustadas e confusas com a mudança. Elas olharam ao redor e viram que estavam em uma rua movimentada, cheia de pessoas, carros e lojas. Elas ouviram uma música alta vindo de uma vitrola em uma loja de discos. Sofia e Miná entraram na loja de discos, curiosas para ver os álbuns da época. Elas viram capas coloridas e criativas, com nomes de bandas e cantores famosos. Elas viram discos de Michael Jackson, Madonna, U2, Elis Regina, entre outros. Elas ficaram impressionadas com a variedade e a qualidade da música. Elas também notaram que as pessoas usavam roupas diferentes e chamativas, com cores neon, ombreiras, jaquetas de couro e jeans . Elas se sentiram deslocadas e fora de moda. Elas procuraram o relógio mágico na bolsa de Sofia, mas não o encontraram. Elas perceberam que o tinham perdido na rua. Elas entraram em pânico e saíram correndo da loja, em busca do relógio. Sofia e Miná correram pela rua, desesperadas para encontrar o relógio mágico. Elas olharam para todos os lados, mas não viram nada. Elas se sentiram perdidas e sem esperança. Elas se perguntaram como iriam voltar para casa e se iriam ver a avó de novo sentada no sofá lendo seu livro. Elas se abraçaram e choraram. De repente, elas ouviram uma voz familiar e viram um rapaz se aproximando. Era o avô de Sofia, mas com 23 anos de idade. Ele se chamava Antônio e era o namorado da avó Miná. Ele estava segurando o relógio mágico na mão. Ele disse que tinha achado o relógio na calçada e que tinha reconhecido como sendo o mesmo que a sua namorada usava. Ele disse que estava procurando por ela e que ficou surpreso ao ver duas meninas parecidas com ela. Ele perguntou quem elas eram e o que estavam fazendo ali. Sofia e Miná ficaram chocadas e emocionadas ao ver o avô de Sofia. Elas não sabiam o que dizer e como explicar a situação. Elas decidiram inventar uma história e disseram que eram primas da avó Miná, que tinham vindo de outra cidade para visitá-la. Elas disseram que estavam brincando com o relógio dela e que o  perderam na rua. Elas pediram desculpas por terem pegado o relógio sem permissão e agradeceram ao avô por tê-lo encontrado. Elas disseram que queriam voltar para a casa da avó e devolver o relógio. O avô de Sofia acreditou na história delas e se ofereceu para levá-las até a casa da avó. Ele disse que era o seu aniversário de namoro com a avó Miná e que tinha uma surpresa para ela. Ele disse que tinha comprado um disco novo da sua banda favorita, o Queen. Ele disse que queria dançar com ela a música “We Are the Champions”. Ele convidou Sofia e Miná para irem com ele e celebrarem juntos.

Sofia e Miná aceitaram o convite do avô de Sofia e foram com ele até a casa da avó. Elas estavam ansiosas para ver a avó de novo e para voltar para o presente. Elas também estavam curiosas para ver a surpresa do avô e para ouvir o disco do Queen. Elas chegaram na casa da avó e viram que ela estava na sala, esperando por eles. Era a avó Miná, mas com 22 anos de idade. Ela era linda, com cabelos longos e cacheados, olhos castanhos e um sorriso encantador. Ela usava uma blusa branca e uma saia xadrez . Ela se levantou e abraçou o avô de Sofia. Ela disse que estava feliz em vê-lo e que estava ansiosa para saber qual era a surpresa. O avô de Sofia sorriu e entregou o disco do Queen para ela. Ele disse que era o seu presente de aniversário de namoro e que tinha escolhido a dedo para ela. Ele disse que era o disco mais novo da banda e que tinha uma música especial para eles. Ele colocou o disco na vitrola e colocou a música “We Are the Champions”. Ele pegou a avó Miná pela mão e a levou para o centro da sala. Ele disse que queria dançar com ela e mostrar o quanto a amava. Ele disse que eles eram os campeões do amor.

Sofia e Miná ficaram emocionadas e comovidas ao ver o avô e a avó de Sofia dançando e se declarando. Elas acharam que eles formavam um casal lindo e que tinham uma história de amor incrível.  Elas olharam para o relógio mágico, que estava em cima da mesa. Elas viram que ele estava brilhando e fazendo um barulho estranho. Elas perceberam que ele estava prestes a funcionar de novo. Elas se entreolharam e se despediram do avô e da avó de Sofia. Elas disseram que tinham que ir embora e que tinham adorado conhecê-los. Elas disseram que eles eram muito especiais e que se amavam muito. Elas pegaram o relógio mágico e apertaram o botão. Elas foram envolvidas por uma luz brilhante e desapareceram da sala. Quando a luz se dissipou, elas se viram em outro lugar e em outra época. Elas tinham viajado para o presente, para a casa da avó Miná.

 Sofia e Miná ficaram aliviadas e felizes ao ver que tinham voltado para o presente e encontram a avó na sala, lendo um livro. Elas ficam felizes em vê-la e queriam contar tudo o que viram e viveram com o relógio mágico. Mas elas percebem que o relógio está fazendo um barulho estranho e soltando fumaça. Elas ficam preocupadas e levam o relógio para o sótão.

 Sofia e Miná chegam ao sótão e examinam o relógio. Elas descobrem que ele está com defeito e que pode explodir a qualquer momento. Elas ficam apavoradas e não sabem o que fazer. Elas tentam consertar o relógio, mas não conseguem. Elas pensam em chamar a avó ou os pais de Sofia, mas têm medo de que eles não acreditem ou que fiquem bravos. Elas se sentem sozinhas e sem saída.

Sofia e Miná se abraçam com força e tentam se acalmar. Elas trocam olhares de amor e gratidão por terem se conhecido e viajado juntas. Elas lembram de tudo o que aprenderam uma com a outra e de todas as aventuras que viveram. Elas prometem que nunca vão se esquecer e que sempre vão se visitar. Elas olham para o relógio e veem que ele está ficando silencioso e brilhante. Elas entendem que o relógio está se consertando sozinho, porque ele é sensível aos sentimentos delas e só funciona se elas estiverem felizes e confiantes.

Sofia e Miná ficam aliviadas e felizes ao ver que o relógio está funcionando de novo. Elas decidem usar o relógio uma última vez para voltar à infância da avó, onde tudo começou. Elas pegam o relógio e giram os ponteiros. Elas voltam ao passado e se veem no quintal da casa da avó

 Sofia se despede de Miná e agradece pela ajuda. Ela diz que ela é sua avó e que a ama muito. Ela diz que quer voltar para casa, mas que também quer visitar outras épocas da vida da avó. Ela diz que quer saber mais sobre a história da avó e do mundo. Miná fica emocionada e feliz com as palavras de Sofia. Ela diz que também a ama muito e que quer vê-la de novo. Ela diz que ela pode voltar quando quiser, basta usar o relógio mágico.

 Sofia volta ao seu tempo e se vê no sótão da casa da avó. Ela fica aliviada e feliz por ter voltado. Ela guarda o relógio em um lugar seguro e desce as escadas. Ela encontra sua avó na sala, lendo um livro. Ela corre até ela e a abraça forte. Ela diz que tem uma história incrível para contar e que quer ouvir todas as histórias dela também. A avó sorri e abraça Sofia de volta. Elas se sentam no sofá e começam a conversar como nunca antes. Sofia aprendeu a superar seus medos e inseguranças e a ser feliz e confiante.

 

 Naquele setembro, eu estava despreocupadamente andando pelas ruas repletas de gente no centro da cidade. O sol ainda estava clareando o dia e eu estava encantada com as flores que coloriam as árvores, deixando assim a paisagem mais alegre. O perfume da primavera pairava no ar e eu estava caminhando, observando o vai e vem das pessoas vindas de todas as direções: umas andavam apressadas para cumprirem seus compromissos, outras estavam simplesmente passeando, umas sozinhas, outras empurrando um carrinho de bebê ou levando o cãozinho para passear.

De repente, vejo ao meu redor uma grande correria. As pessoas passaram a correr desesperadamente e eu passei também a correr. Perguntei:

  • Por que estamos correndo?

Alguém respondeu:

  • Parece que os alienígenas estão invadindo a Terra em forma de bolas de luzes que estão vindo do céu!

Olhei para o alto e vi bolas de luzes entrando pelas janelas dos edifícios. Percebi que devíamos correr para não sermos atingidos. Não vi nenhuma luz perto de mim, mas continuei correndo, não sei se de susto, de medo ou da morte! Só o que sei é que eu corria muito, junto com a multidão desesperada.

Foi então que comecei a perder minhas forças. Meu coração disparava e eu já não estava conseguindo me esquivar das bolas iluminadas vindas do céu. Então comecei a me debater ofegante e, nesse estado de quase morte, senti a maciez do meu cobertor e o cheiro de roupa limpa da fronha do meu travesseiro. Olhei para a janela e o luar entrava sorrateiro pela fresta da veneziana. Ao meu lado, meu marido roncava. Então ele se virou e me abraçou. Me acomodei em seus braços e fui acalmando meu coração. Minha respiração se normalizou e eu aliviada entendi que tudo não passou de um pesadelo e que eu havia corrido tanto… sem sair do lugar!

Puxei melhor o cobertor para me proteger do frio do inverno rigoroso e adormeci em paz!

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Primavera 11/10/2014

Já e primavera, o sol é mais claro
O tempo  é mais quente
As flores imperam
O aroma é tao doce....
As flores exalam perfumes e cores
O som se transforma em alegre cantar de aves  que dançam anunciando a vida querendo nascer sem medo e sem pranto
Já e primavera , é vida , é alegria ,  esperança e calor
Exuberante estação magestosa e imperiosa
Que bom te ver outra vez e poder sentir o pulsar da vida que explendorosa esta por vir!!!

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

1. De mais ninguém (Deus manifesta a sua dor por O termos abandonado)

1. Se ela [você] Me deixou, a dor é Minha só, não é de mais ninguém. Aos outros Eu devolvo a dó, Eu tenho a Minha dor. Se ela [você] preferiu ficar sozinha[o], ou já tem um outro bem. Se ela [você] Me deixou, a dor é Minha, a dor é de quem tem.

2. É o Meu troféu, é o que restou, é o que Me aquece sem Me dar calor.
3. Se Eu não tenho o meu [seu] amor, Eu tenho a Minha dor. A sala, o quarto, a casa está vazia; a cozinha, o corredor. Se nos meus braços ela [você] não se aninha, a dor é Minha, a dor.

1. Se ela [você] Me deixou, a dor é Minha só, não é de mais ninguém. Aos outros Eu devolvo a dó, Eu tenho a Minha dor. Se ela [você] preferiu ficar sozinha[o], ou já tem um outro bem. Se ela [você] Me deixou, a dor é Minha, a dor é de quem tem…

4. É o Meu lençol, é o cobertor, é o que Me aquece sem me dar calor.

3. Se Eu não tenho o meu [seu] amor, Eu tenho a Minha dor. A sala, o quarto, a casa está vazia; a cozinha, o corredor. Se nos meus braços ela [você] não se aninha, a dor é Minha, a dor[1].



[1] Ouvir: De Mais Ninguém, de Marisa Monte e Arnaldo Antunes.

sábado, 2 de abril de 2016

Conto - Correria

Naquele setembro estava despreocupadamente andando pelas ruas repletas de gente no centro da cidade.
o sol ainda estava clareando o dia e eu estava encantada com as flores que coloriam as árvores, deixando assim a paisagem mais alegre.
O perfume da primavera pairava no ar e eu estava caminhando, observando o vai e vem das pessoas vindas de todas as direções , umas andavam apressadas para cumprirem seus compromissos, outras estavam simplesmente passeando, umas sozinhas, outras empurrando um carrinho de bebê, ou levando o cãozinho para passear.
Derrepente vejo ao meu redor uma grande correria, as pessoas passaram a correr desesperadamente e eu passei também a correr.
Perguntei:
Porque estamos correndo?
Alguém respondeu:
parece que os alienigenas estão invadindo a Terra em forma de bolas de luzes que estão vindo do céu !
Olhei para o alto e vi bolas de luzes entrando pelas janelas dos edifícios.
Percebi que deviamos correr para não sermos atingidos, não vi nehuma luz perto de mim, mas continuei correndo, não sei se de susto, de medo ou da morte !
Só o que sei é que eu corria muito, junto com a multidão desesperada.
Foi então que comecei a perder minhas forças, meu coração disparava e eu já não estava conseguindo me esquivar das bolas iluminadas vindas do céu, então comecei a me debater ofegante,e nesse estado de quase morte senti a maciez do meu cobertor e o cheiro de roupa limpa da fronha de meu travesseiro, olhei para a janela e o luar entrava sorrateiro pela fresta da veneziana e ao meu lado meu marido roncava, então ele se virou e me abraçou, me acomodei em seus braços e fui acalmando meu coração . minha respiração se normalizou e eu aliviada entendi que tudo não passou de um pesadelo e que eu havia corrido tanto..... sem sair do lugar !
Puxei melhor o cobertor para me proteger do frio do inverno rigoroso e adormeci em paz !

sexta-feira, 25 de março de 2016

Escola Fernão Dias Paes

Estou eu la em 1966  no Fernão Dias Paes minha escola no bairro de Pinheiros em são Paulo.
Da infância feliz e tranquila , a despeito da turbulência política que desfilava  pelo pano de fundo de minha inocência. Eu não tinha ideia nesses tempos o que viria depois, e o que o final de milênio descortinaria.


Mas eu estava ali assistindo a aula de dona Carolina a qual eu tinha grande admiração e que foi para mim exemplo de amor!
Eu passei então para o quarto ano e em 1967 Dona Maria do Carmo irmã de Dona Carolina passou a ser minha professora e eu tão pequena em 1968 tive que enfrentar o exame de admissão para o ginasial.
Meus pais acharam que eu poderia prestar o exame sem fazer o cursinho de admissão de dona Guiomar e Dona Iolanda . Na sala de sua casa na rua Mateus Grou onde elas preparavam os alunos para o desafio de serem admitidos no Fernão.Prestei o concurso de admissão sem fazer o quinto ano com a Dona Guiomar e consegui passar mas não consegui pontuação para cursar o ginasial no Fernão, fui transferida para um anexo na Rua João Moura no Colegio Cerqueira Cesar , mas o que foi plantado no Fernão ficou para sempre o Orfeão do professor Aricó Jr,Dona Dinorah minha professora do primeiro ano,Dona Lourdes, as  aulas no barracão como eram chamadas as salas de madeira que ficavam no patio.... o Fernão ficou ...e fui conhecer outros amigos e novos professores no novo colegio .
Durante quatro anos fiz o trajeto diario de pegar o onibus na Teodoro e descer na João Moura e conheci professores severos como o Chalita de história o professor de Matematica que por usar um vasto bigode era chamado de Escovinha. 
1968 passou e veio 69, com toda a efervescência em que o governo militar, o tropicalismo, a incerteza, o rock, o AI5, a contracultura e a puberdade nos mergulhariam. Em 70 ouvíamos os Beatles na rádio Excelsior, assistíamos as românticas novelas da TV Globo, líamos a Coleção das Moças na Biblioteca do Fernão e começávamos a conhecer a língua inglesa com o Let’s Learn English de dona Zilda. Ah, e decorávamos Castro Alves e Gonçalves Dias para os Jograis das aulas de Português
Os anos se passaram e chegou o momento de fazer um exame e conseguir ingressar no Colegial do Fernão .
Consegui passar no exame e comecei o colegial  no Fernão em 72 e novamente me separei das minhas colegas ,algumas partiram para outros colégios, outras mudaram de período; mas novas amizades começaram e muitos de nós iniciaram os primeiros namoros ali mesmo, no pátio amplo entre as árvores, os murinhos convidativos e a cantina. 
1974 trouxe a formatura e me viu deixar o Fernão. 
Pinheiros havia mudado: a rua Teodoro Sampaio, que em 67 ainda abrigava bondes e tinha duas mãos, agora era corredor de ônibus e centro comercial de intenso tráfego humano. O Fernão crescera e ganhara a estátua do bandeirante.

O uniforme fora trocado duas vezes, e o comprimento exigido das saias passara por tantas alterações quanto nossas flutuações hormonais adolescentes...
Estávamos prontas para tentar o ingresso no mundo universitário. E partimos daquele ponto comum rumo a outros lugares, próximos ou distantes, mas sempre desafiadores. Algumas de nós mantiveram contato; outras voaram mais longe e sumiram no horizonte. Porém não há nenhuma de nós, daquela Primeira série de 1964, que possa negar a influência enorme que o Fernão teve em nossas vidas. 

Faz já quase 50 anos que deixei o Fernão, e às vezes ainda sonho que estou ali dentro, sentada em uma sala de aula; e é apenas nesses sonhos que um vislumbre da criança e adolescente que eu fui aflora em mim. Um não-sei-quê de entusiasmo, de esperança, de medo do desconhecido e de ansiedade pela abertura de caminhos que o futuro traz... Então acordo e lembro que não me sento mais em bancos escolares. 

Que pena. O meu Fernão ficou parado em 1974. Mas nunca será 
esquecido.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Blusa de renda azul

Hoje sai fui comprar renda
Uma renda azul comprei
Royal é o nome do azul !!!
Comprei a linha e voltei
Cortei a blusa e montei
Costurei logo cansei
Parei amanhã continuo
Vou terminar vou vestir
Para com você passear 
Com a blusa de renda azul
Royal é o nome do azul !!!
E de passear não vou me cansar.