quinta-feira, 15 de junho de 2023

 Naquele setembro, eu estava despreocupadamente andando pelas ruas repletas de gente no centro da cidade. O sol ainda estava clareando o dia e eu estava encantada com as flores que coloriam as árvores, deixando assim a paisagem mais alegre. O perfume da primavera pairava no ar e eu estava caminhando, observando o vai e vem das pessoas vindas de todas as direções: umas andavam apressadas para cumprirem seus compromissos, outras estavam simplesmente passeando, umas sozinhas, outras empurrando um carrinho de bebê ou levando o cãozinho para passear.

De repente, vejo ao meu redor uma grande correria. As pessoas passaram a correr desesperadamente e eu passei também a correr. Perguntei:

  • Por que estamos correndo?

Alguém respondeu:

  • Parece que os alienígenas estão invadindo a Terra em forma de bolas de luzes que estão vindo do céu!

Olhei para o alto e vi bolas de luzes entrando pelas janelas dos edifícios. Percebi que devíamos correr para não sermos atingidos. Não vi nenhuma luz perto de mim, mas continuei correndo, não sei se de susto, de medo ou da morte! Só o que sei é que eu corria muito, junto com a multidão desesperada.

Foi então que comecei a perder minhas forças. Meu coração disparava e eu já não estava conseguindo me esquivar das bolas iluminadas vindas do céu. Então comecei a me debater ofegante e, nesse estado de quase morte, senti a maciez do meu cobertor e o cheiro de roupa limpa da fronha do meu travesseiro. Olhei para a janela e o luar entrava sorrateiro pela fresta da veneziana. Ao meu lado, meu marido roncava. Então ele se virou e me abraçou. Me acomodei em seus braços e fui acalmando meu coração. Minha respiração se normalizou e eu aliviada entendi que tudo não passou de um pesadelo e que eu havia corrido tanto… sem sair do lugar!

Puxei melhor o cobertor para me proteger do frio do inverno rigoroso e adormeci em paz!

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Primavera 11/10/2014

Já e primavera, o sol é mais claro
O tempo  é mais quente
As flores imperam
O aroma é tao doce....
As flores exalam perfumes e cores
O som se transforma em alegre cantar de aves  que dançam anunciando a vida querendo nascer sem medo e sem pranto
Já e primavera , é vida , é alegria ,  esperança e calor
Exuberante estação magestosa e imperiosa
Que bom te ver outra vez e poder sentir o pulsar da vida que explendorosa esta por vir!!!

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

1. De mais ninguém (Deus manifesta a sua dor por O termos abandonado)

1. Se ela [você] Me deixou, a dor é Minha só, não é de mais ninguém. Aos outros Eu devolvo a dó, Eu tenho a Minha dor. Se ela [você] preferiu ficar sozinha[o], ou já tem um outro bem. Se ela [você] Me deixou, a dor é Minha, a dor é de quem tem.

2. É o Meu troféu, é o que restou, é o que Me aquece sem Me dar calor.
3. Se Eu não tenho o meu [seu] amor, Eu tenho a Minha dor. A sala, o quarto, a casa está vazia; a cozinha, o corredor. Se nos meus braços ela [você] não se aninha, a dor é Minha, a dor.

1. Se ela [você] Me deixou, a dor é Minha só, não é de mais ninguém. Aos outros Eu devolvo a dó, Eu tenho a Minha dor. Se ela [você] preferiu ficar sozinha[o], ou já tem um outro bem. Se ela [você] Me deixou, a dor é Minha, a dor é de quem tem…

4. É o Meu lençol, é o cobertor, é o que Me aquece sem me dar calor.

3. Se Eu não tenho o meu [seu] amor, Eu tenho a Minha dor. A sala, o quarto, a casa está vazia; a cozinha, o corredor. Se nos meus braços ela [você] não se aninha, a dor é Minha, a dor[1].



[1] Ouvir: De Mais Ninguém, de Marisa Monte e Arnaldo Antunes.

sábado, 2 de abril de 2016

Conto - Correria

Naquele setembro estava despreocupadamente andando pelas ruas repletas de gente no centro da cidade.
o sol ainda estava clareando o dia e eu estava encantada com as flores que coloriam as árvores, deixando assim a paisagem mais alegre.
O perfume da primavera pairava no ar e eu estava caminhando, observando o vai e vem das pessoas vindas de todas as direções , umas andavam apressadas para cumprirem seus compromissos, outras estavam simplesmente passeando, umas sozinhas, outras empurrando um carrinho de bebê, ou levando o cãozinho para passear.
Derrepente vejo ao meu redor uma grande correria, as pessoas passaram a correr desesperadamente e eu passei também a correr.
Perguntei:
Porque estamos correndo?
Alguém respondeu:
parece que os alienigenas estão invadindo a Terra em forma de bolas de luzes que estão vindo do céu !
Olhei para o alto e vi bolas de luzes entrando pelas janelas dos edifícios.
Percebi que deviamos correr para não sermos atingidos, não vi nehuma luz perto de mim, mas continuei correndo, não sei se de susto, de medo ou da morte !
Só o que sei é que eu corria muito, junto com a multidão desesperada.
Foi então que comecei a perder minhas forças, meu coração disparava e eu já não estava conseguindo me esquivar das bolas iluminadas vindas do céu, então comecei a me debater ofegante,e nesse estado de quase morte senti a maciez do meu cobertor e o cheiro de roupa limpa da fronha de meu travesseiro, olhei para a janela e o luar entrava sorrateiro pela fresta da veneziana e ao meu lado meu marido roncava, então ele se virou e me abraçou, me acomodei em seus braços e fui acalmando meu coração . minha respiração se normalizou e eu aliviada entendi que tudo não passou de um pesadelo e que eu havia corrido tanto..... sem sair do lugar !
Puxei melhor o cobertor para me proteger do frio do inverno rigoroso e adormeci em paz !

sexta-feira, 25 de março de 2016

Escola Fernão Dias Paes

Estou eu la em 1966  no Fernão Dias Paes minha escola no bairro de Pinheiros em são Paulo.
Da infância feliz e tranquila , a despeito da turbulência política que desfilava  pelo pano de fundo de minha inocência. Eu não tinha ideia nesses tempos o que viria depois, e o que o final de milênio descortinaria.


Mas eu estava ali assistindo a aula de dona Carolina a qual eu tinha grande admiração e que foi para mim exemplo de amor!
Eu passei então para o quarto ano e em 1967 Dona Maria do Carmo irmã de Dona Carolina passou a ser minha professora e eu tão pequena em 1968 tive que enfrentar o exame de admissão para o ginasial.
Meus pais acharam que eu poderia prestar o exame sem fazer o cursinho de admissão de dona Guiomar e Dona Iolanda . Na sala de sua casa na rua Mateus Grou onde elas preparavam os alunos para o desafio de serem admitidos no Fernão.Prestei o concurso de admissão sem fazer o quinto ano com a Dona Guiomar e consegui passar mas não consegui pontuação para cursar o ginasial no Fernão, fui transferida para um anexo na Rua João Moura no Colegio Cerqueira Cesar , mas o que foi plantado no Fernão ficou para sempre o Orfeão do professor Aricó Jr,Dona Dinorah minha professora do primeiro ano,Dona Lourdes, as  aulas no barracão como eram chamadas as salas de madeira que ficavam no patio.... o Fernão ficou ...e fui conhecer outros amigos e novos professores no novo colegio .
Durante quatro anos fiz o trajeto diario de pegar o onibus na Teodoro e descer na João Moura e conheci professores severos como o Chalita de história o professor de Matematica que por usar um vasto bigode era chamado de Escovinha. 
1968 passou e veio 69, com toda a efervescência em que o governo militar, o tropicalismo, a incerteza, o rock, o AI5, a contracultura e a puberdade nos mergulhariam. Em 70 ouvíamos os Beatles na rádio Excelsior, assistíamos as românticas novelas da TV Globo, líamos a Coleção das Moças na Biblioteca do Fernão e começávamos a conhecer a língua inglesa com o Let’s Learn English de dona Zilda. Ah, e decorávamos Castro Alves e Gonçalves Dias para os Jograis das aulas de Português
Os anos se passaram e chegou o momento de fazer um exame e conseguir ingressar no Colegial do Fernão .
Consegui passar no exame e comecei o colegial  no Fernão em 72 e novamente me separei das minhas colegas ,algumas partiram para outros colégios, outras mudaram de período; mas novas amizades começaram e muitos de nós iniciaram os primeiros namoros ali mesmo, no pátio amplo entre as árvores, os murinhos convidativos e a cantina. 
1974 trouxe a formatura e me viu deixar o Fernão. 
Pinheiros havia mudado: a rua Teodoro Sampaio, que em 67 ainda abrigava bondes e tinha duas mãos, agora era corredor de ônibus e centro comercial de intenso tráfego humano. O Fernão crescera e ganhara a estátua do bandeirante.

O uniforme fora trocado duas vezes, e o comprimento exigido das saias passara por tantas alterações quanto nossas flutuações hormonais adolescentes...
Estávamos prontas para tentar o ingresso no mundo universitário. E partimos daquele ponto comum rumo a outros lugares, próximos ou distantes, mas sempre desafiadores. Algumas de nós mantiveram contato; outras voaram mais longe e sumiram no horizonte. Porém não há nenhuma de nós, daquela Primeira série de 1964, que possa negar a influência enorme que o Fernão teve em nossas vidas. 

Faz já quase 50 anos que deixei o Fernão, e às vezes ainda sonho que estou ali dentro, sentada em uma sala de aula; e é apenas nesses sonhos que um vislumbre da criança e adolescente que eu fui aflora em mim. Um não-sei-quê de entusiasmo, de esperança, de medo do desconhecido e de ansiedade pela abertura de caminhos que o futuro traz... Então acordo e lembro que não me sento mais em bancos escolares. 

Que pena. O meu Fernão ficou parado em 1974. Mas nunca será 
esquecido.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Blusa de renda azul

Hoje sai fui comprar renda
Uma renda azul comprei
Royal é o nome do azul !!!
Comprei a linha e voltei
Cortei a blusa e montei
Costurei logo cansei
Parei amanhã continuo
Vou terminar vou vestir
Para com você passear 
Com a blusa de renda azul
Royal é o nome do azul !!!
E de passear não vou me cansar.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

O Ballet

Bendita seja a dança
Bendita seja a alma que da dança me aproximou
Que com suas mãos macias me acompanhou
Quando ainda bem pequena ingressei para cursar as aulas de ballet
De mamãe eram essas mãos
e foi dela a vontade de ver sua pequena menina virar bailarina e rodopiar
E foi pra fazer o seu gosto que concordei  em bailar
No começo foi dificil
As aulas eram bem massantes
Não era uma brincadeira
Era muita disciplina, tudo sério
 e os passos tinham que ser feitos sempre dentro do compasso
Na escola aprendi a ter regras, respeito e dedicacão
pois para ser bailarina é preciso que  a gente aprenda dia a dia os os limites do nosso corpo
foram anos de estudo de paciencia e exaustão
Mas eu nunca imaginei que naquele dia em que entrei na sala para o teste fazer
para cursar o bale da Escola municipal seria o inicio do que por todo a vida faria
a incrivel magia da arte de bailar
e mais do que ser bailarina fui muito alem eu fiz mais
levei a alegria da dança para muita criança, para jovens e para adultos  também ,a dança me levou para tantos lugares que nem consigo contar!!!
Obrigada mamãe querida por suas mãos amorosas ,através delas
Vivi a dança e a dança me fez viver!